Cartas!
Eu poderia até te escrever. Não um e-mail, um recadinho na tua página de internet. Ia escrever uma carta mesmo, dessas que não se usam mais. E você reclamaria de minha letra esquisita. E acharia graça nos desenhos que eu faria nas bordas do papel. E você a guardaria dentro da gaveta, junto com outras lembraças. Ou então numa caixa de sapatos lá no fundo do armário. E toda vez que arrumasse essa gaveta ou esse armário resolveria ler o que te escrevi num momento de fraqueza ou de alegria. E você iria rir... Riria de si mesma, de mim, do mundo louco que buzina e briga lá fora. E você daria um sorrisinho nostálgico. E se espantaria fungando, quando uma lágrima marota descesse quente até o canto de seu lábio. E então você fecharia os olhos, e uma ou outra lágrima mais rápida que você também rolaria pelas tuas bochechas, que estariam vermelhas de vergonha de si mesma, de mim e do mundo que buzina e grita lá fora. E você devolveria a carta para o envelope, e o envelope para a caixa, e a caixa para o armário. E você voltaria a seu dia-a-dia. Talvez mais leve, talvez mais alegre. Talvez mais triste, talvez com o peito mais pesado. Talvez tudo isso... mas você não ficaria diferente e eu saberia, onde quer que eu estivesse, que fui, por um instante, novamente parte de sua vida.
Eu poderia escrever essa carta para você, que a acompanharia por toda a sua vida. Ou pelo menos, até uma mudança às pressas, onde algumas caixas empoeiradas ficassem sem querer para trás. Ou então até um amor mais possessivo, que você acalmaria jogando um bibelô, um vestido de estimação e uma caixa de recordações na lixeira do prédio.
Eu poderia escrever essa carta.
Poderia.
Mas...
Não tenho seu endereço...
Não tenho sequer as palavras...
E, pior...
Não tenho nem coragem
*Presente de aniversário de um amigo-maroto.carioca.sambista e melhor palavreiro já visto nesta ou em qualquer outra vida! Sabe amor?! Mesmo de longe?! Sabe? Aquele que fica guardado. como um antigo porta-retrato?! Sempre será. Lion.
Eu poderia escrever essa carta para você, que a acompanharia por toda a sua vida. Ou pelo menos, até uma mudança às pressas, onde algumas caixas empoeiradas ficassem sem querer para trás. Ou então até um amor mais possessivo, que você acalmaria jogando um bibelô, um vestido de estimação e uma caixa de recordações na lixeira do prédio.
Eu poderia escrever essa carta.
Poderia.
Mas...
Não tenho seu endereço...
Não tenho sequer as palavras...
E, pior...
Não tenho nem coragem
*Presente de aniversário de um amigo-maroto.carioca.sambista e melhor palavreiro já visto nesta ou em qualquer outra vida! Sabe amor?! Mesmo de longe?! Sabe? Aquele que fica guardado. como um antigo porta-retrato?! Sempre será. Lion.


3 Comments:
At 13:57,
Iara Maria Carvalho said…
escrever é sempre um drama inexplicável. as palavras nos amedrontam, são meninas poderosas!
beijos... (eh, a gravidez não é só lírica! é mais que real e é tão bom!!!)
beijos de novo!
At 11:46,
Menor Idéia said…
Fantástico... :-)
Saudade!!!
Bxs
At 21:18,
Laqum said…
Beautiful words...
Post a Comment
<< Home