Have you ever a bad day?!
Ok. Ok. Estou tendo a bad Week or bad month or maybe a bad year. Não. Tudo bem. Estou sendo pessimista por demais. Sei que estou bem de saúde. Tirando uma gripe horrenda, que resolveu me acordar hoje. No geral, estou muito bem, obrigada. Mas sabe aqueles dias em que você já acorda toda torta. Com o pé esquerdo mesmo? Pois bem. Acordei assim ontem. E, quando menos eu esperava algo acontecia de estranho. Tentativa falida de fazer bolinho de arroz. Depois de sete tipos, eu bem vi que preciso seguir uma receita e não a minha mãe sonolenta. Após isso, receber um telefonema da sua avó, que você ama de paixão. Mas que bem àquela hora e aquele dia não seria o ideal para você passar a tarde inteira com ela no médico. E claro, quem prometeu levar a senhorita ao médico foi mammys, mas esqueceu de me avisar que eu teria que levá-la na PQP às 13h da tarde. Eu com o TCC atrasado. Na maior correria, com a frustração do bolinho de arroz. Fui levar vovis ao médico. Depois de muito trânsito, aliás, descobri que as pessoas saem do serviço e voltam para casa para almoçar, pois ao contrário, não sei o motivo de tanto trânsito ás 13h da tarde em uma quinta-feira. Chegamos ao Dr. Sherlock Holmes. (Descobre tudo que você tem) E para isso, faz mil exames. Demorei, juro por deus, minha tarde inteira na sala de espera do médico. Tentativa frustrada também de ler "O General no seu Labirinto”, pela terceira vez tento terminar esse livro e nada. Cheguei em casa às 17h20 da tarde, correria para tomar banho, arrumar o resto da casa, dar um tapa neh?! Sair correndo. Pegar o metrô. Me assustei um pouco, estava vazio. Sim. Às 18h o metro da Sé, estava praticamente vazio. Um leve estranhamento. Corri, peguei o bus em direção à faculdade, pensando assim quem sabe em conseguir terminar a minha pesquisa lá. Quando não, começa um vuco-vuco no ônibus. Uma gritaria. Um cara falando mais alto que o outro. Uma criança começa a chorar desesperadamente, dizendo para o pai parar, esse mesmo continua falando que vai descer apenas no ponto final, e diz que a mulher tem problema. O povo do bus para. Começa a gritar. O motorista para o veículo automotor. Começa um vuco-vuco again. Entra mais gente. A confusão continua e piora. A criança chorando mais. Eu quase a ponto de começar a chorar também. Irritada com tudo e com nada. P da vida. Cansada. Sim. Cansada. Todo mundo quer ver o que está acontecendo. Tanto quem está dentro, como quem está fora do bus. Ninguém consegue separar os dois homens, um, pai de família, aparentemente bêbado, o outro sei lá, não vi. Como jornalista, ou quase uma, deveria ir lá ver o que está acontecendo. Mas eu fiquei exatamente onde eu estava, e a única vez que resolvi ver o “acontecimento”, o pai de família, sei lá porque cargas d’água estava levando um soco na boca do estômago, dentro do bus, próximo ao motorista, na frente do filho, uma confusão só. Uma criança de colo voa para as mãos de uma mulher qualquer, uma, que assim como eu estava tentando ir para casa, ou para a faculdade. Um senhor da CET tentou tirar o pai de família do bus, mas obteve fracasso, praticamente total, até que dois policiais civis vieram e conseguiram tirar a família toda do bus. Uma tristeza. Ninguém sabia o que dizer. Eu em uma beira de ataque de nervos. Perguntando-me cadê a minha vida? Para onde e quando ela saiu de perto de mim, que eu não percebi. Depois de um bom tempo vendo se íamos ou não mudar de bus, o mesmo seguiu viagem. Eu desci um ponto antes, precisava urgente de uma coca-cola, depois de quase duas semanas sem tomar uma, esse momento precisava. Parecia até a Lorelai Gilmore, com seu café. Depois de mudar novamente o rumo do meu trabalho de conclusão de curso. Na volta da faculdade. Com muito, muito, muito sono. Suja. Com frio. Quando entro na Av. Tiradentes, vejo uma confusão. Tudo parado e eu só querendo tomar um banho quente e ir para minha cama. Descubro pouco tempo depois com um telefonema da minha mãe, essa hora já preocupada pela demora. Que um Helicóptero caiu no meio da avenida. Eu toda podre. Penso: definitivamente. Hoje não é o meu dia. Acordo hoje. Sexta-feira. Pensando que o dia vai ser lindo. Acordo morrendo de torcicolo, e gripada de um nariz. E não hoje novamente não é o meu dia! Mierd!