Só Trocadilhos

Apenas uns trocados de palavras!

Saturday, May 26, 2007

Foi assim...

Pensei em monstros. E logo me veio à mente "O Monstro do lago Ness" então fui procurar no google...porque a tanto não escutava falar de monstros. Nem tinha medo deles. Percebi. Hoje, que o olho do outro se torna o monstro de cada um. O julgamento. Esse olho que me refiro. O olho do "Cheiro do Ralo". O olho do outro. do conhecido e do desconhecido. e como nos tornamos insensíveis aos olhos dos outros, quando por dentro somos pequenos caquinhos de tantos olhares distintos. Já tinha me perdido. Perdi também meus pensamentos. Todos eles. Perdi a noção de norte e sul. Me percebi assim. Um monstro. Em meio a tantos outros. e talvez o único que realmente importasse. O monstro que mora aqui. Quando nos fechamos para o mundo. e para os olhares. nos tornamos frios, calculistas, e certos de razão. razão essa, sem emoção. uma razão calculada. como todas. Não somos corajosos. Certo dia um amigo disse: A coragem não é falta de medo, mas o risco calculado. E acho também. E para mim quem calcula...não vale. Eu talvez pense assim, por não saber calcular. ou quem sabe eu nunca tenha aprendido por não fazer questão. Gosto das coisas, como elas realmente são. sem cálculos. sem cálculos de risco. sem cálculo algum. O medo coloca as garras para fora. Fere, maltrata, se ajoelha e pede desculpas, mas após o golpe, a desculpa não mais adianta. O mesmo amigo contou um caso: A mãe bateu na criança por ter sido malcriada, a criança chorou, e a mãe viu que não havia necessidade de tamanha brutalidade para ensinar o certo e o errado, foi pedir desculpas, então a criança disse: eu desculpo mamãe, mas ainda dói. E isso é o pior. Não adianta o depois. O agora que é válido.


Corre. Fecha a porta do coração. Tira antes de lá todas as minhas lembranças. Taca fogo. E veja tudo queimar e ir embora. Não mencione nenhum pensamento meu. Tenha raiva, ela ajuda a passar. pense mesmo que sou um monstro. desses bem insensíveis e capaz de comer alguém vivo. não por fome. mas sim, por prazer. pense que nunca mais vou ver seus amigos. e que talvez... você nem se recorde mais de mim, quando qualquer coisa minha vier à tona. Talvez lembre-se de alguém conhecido quando me vir nas ruas, mas não saberá quem exatamente. Seja grossa. Reclame. Seja impaciente. E ameaçadora. Julgue todos os meus atos e todas as minhas palavras. Faça comparações. E resolva sua vida...

3 Comments:

  • At 12:11, Blogger Iara Maria Carvalho said…

    sao tantos monstros a nos atormentar os dias, né nao, Ju!? afff...pudera sequestrá-los para descobrir um pouco de suas qualidades...
    um beijo grande e ótimo fim de semana!

     
  • At 16:06, Anonymous Anonymous said…

    O que se passa dentro de sua cabeça poeta?

    Suas palavras me tocam.
    As vezes com amor.
    As vezes como uma lâmina que rasga a pele e deixa o nervo exposto, onde um vento qualquer faz doer.

    É o estranho gostar de sentir.
    amando ou doendo.

    E agora dói. sinto-me abstrata.
    E nesse instante seria impossível classificar-me. não saberiam.

    és incomparável my choc.

    Salve!

    Bjs.


    * *

     
  • At 23:51, Anonymous Anonymous said…

    ...

     

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