Só Trocadilhos

Apenas uns trocados de palavras!

Wednesday, October 25, 2006

Sem mais!

Sempre pensei que fosse morrer nova.
Mas, nunca pensei que seria de gripe.

Friday, October 20, 2006

Medo de quê?

Ficar em casa num domingo de sol, sozinha, escutando Nina Simone, preparando um almoço pouco calórico, (claro, comecei meu regime essa semana) enquanto todos pensavam que eu estava no sítio.
Resolvi dar um telefonema, depois de horas pensando, se deveria ligar ou não. Mas como ele havia me ligado nos dois dias anteriores, e eu despercebida que sou, não escutei nenhuma das vezes. Achei por bem retribuir o telefonema, e saber como ele estava. Pronto. Em dois minutos de conversa sabíamos o que ambos tinham feito do final de semana, mais alguns minutos de conversa, vimos que temos mais em comum do que a apreciação por boa música. Demos muita risada, falando sobre coisas da vida. Até que ele me disse que tem medo de guarda-chuvas, eu, do outro lado da linha, com uma cara de caneca (Sabe, essa mesmo, quando você recebe uma caneca de presente?!), questionei o porquê do medo, ele deu uma breve explicação, até que palpável, pelos seus 1.97 metros de altura, tem medo na verdade do final do guarda-chuva, e da sua ponta, ponte aguda, que sempre vai de encontro aos seus olhos. Logo após, vem à pergunta crucial, e você? Você tem medo de que?! Eu não soube responder. Disse que essa era uma pergunta da qual eu precisava pensar muito. Após marcar nosso tão esperado jantar japonês, desligamos o telefone. Eu estava um tanto quanto feliz, pois havia recebido um bolo, não dele, no dia anterior. Coisa que não me agradou muito. Creio que isso não agrada a ninguém.
Voltei aos meus afazeres, meu almoço tinha esfriado, mas não liguei, fiquei pensando o resto do dia, do que eu, "A Mulher Maravilha”, risos, tinha medo! Não vinha nunca uma resposta plausível. Altura? Não adoro altura. Água? Não, não adoro água, (isso é válido apenas para mar e piscina). Fobia de muita gente?! Não, adoro multidão. Da morte? Não, não acho que seja essa a resposta. De errar? Não, acho que os erros me levam muitas vezes para o lugar certo. Engraçado como uma pergunta tão simples, pode me corroer tanto por dentro. Acho na verdade que tenho medo de não ser feliz!!! Uma resposta simples, para uma pergunta simples. Mas isso ainda vai me fazer pensar em muitas coisas sobre a minha vida!

Wednesday, October 11, 2006

Run..Forrest ..Run...

Quais as desculpas que você já deu para ligar para um ex caso? Eu já dei as mais idiotas. Aliás, seria sempre mais fácil eu falar a verdade, porque eu não sei mentir, invento uma história pior que a outra. Domingo 19h toca o telefone. Eu me arrumando para sair, quando minha mãe diz: telefone para você, o "fulano de tal" (não convém que eu fale do moço). E eu pensando "fulano de tal"?! Não conheço nenhum "fulano de tal". Até que vem a minha mente, correndo como qualquer coisa que corra muito, uma imagem. Uma única imagem. E... sim. Eu conheço o "fulano de tal". A voz continua a mesma. Conversa vai, conversa vem, ele me diz que ligou porque estava passando a agenda a limpo. PARA TUDO! Passando a agenda a limpo em Abril praticamente. Essa foi ótema. Pois bem, ele não esta mais na banda, toca baixo só as vezes (pqp lá vem o baixo again!), que está pensando em mudar para a minha faculdade. Dei alguns palpites, porque afinal, mesmo sendo um “fulano de tal” qualquer, eu precisava falar no que ele ia se meter. Assim, quando o rumo da prosa foi tomando fim, eu só pensava em sair dali, o mais rápido possível, antes de qualquer convite sem pé nem cabeça. Mas não, veio um de sopetão meio como sem querer, ah vamos marcar de sair semana que vem! Ou na outra? Eu meio sem graças falo claro, vamos sim. E já queria desligar e ele diz você ainda tem meu telefone? Ah pode me passar, marco em um papel qualquer. Ele diz que vai me ligar na semana que vem e eu desligo já pensando que preciso de uma desculpa. Aliás não seria melhor falar logo a verdade?!

Monday, October 09, 2006

Uma cega te ama

Tinha um dia mudado de nome.
Até fui ao cartório.
Incomodada.
Fui lá e troquei.
Não satisfeita.
Eu voltei.
Retruquei.
Briguei.
Emburrei.
Fiz de conta viver.
Era uma vez....

Saturday, October 07, 2006

Cair Fora!

Seria melhor mutilar...
Se apaixonar e ver o que acontece.
Deixar as lágrimas caírem.
Correr com o vento no rosto.
Gritar por todos os lados.
Sentar em um quarto escuro.
Se esvair em sangue.
Raspar a cabeça.
Quebrar as regras.
Ser você.
Ser eu.
Ser todo mundo e não ser ninguém.
Escutar sua musica predileta em alto e bom som.
Roubar um beijo.
Não se preocupar.
Parar de trabalhar.
Se embebedar.
Se humilhar.
Gargalhar da sua vidinha medíocre.
Conhecer outras culturas
E ver que a sua é bem melhor.
Depois pegar um trem para qualquer lugar.
Pular do primeiro precipício.
E se arrepender de tudo que ainda deixou de fazer.
Mesmo assim com um sorriso sarcástico, vai feliz ao encontro de tudo para o que veio.

Texto antigo. Mas muito atual.

Thursday, October 05, 2006

Trocando em miúdos...

Ta tudo no meu nome. Pode colocar. Filosofia de boteco. Água por todos os lados. Risadas. Coca. Cerveja e seleta. Apresentações. Algo que brilha. E um senhor cadeirudo. Uma freira. Pedimos por música. Mas o silêncio impediu que escutassem. A garganta clama por liberdade. Os dias passam corridos. Os telefonemas perdidos. Enfrentar é tão mais fácil hoje. Consagrar o desgraçado. Esperar por ele. E ela chora. Mas os dias apenas se repetem. As vidas também. Vontade de dançar. De correr. De lutar. De colocar uma placa. De escrever em letra de forma. Decidir que quero casar com a trilha de Beatles. E ponto jovem. Não sei onde vai ser. Se na praia. Na igreja. Na av. Paulista. Ou no supermercado. Mas quero a trilha dos Beatles. Trânsito é uma terapia. Vimos todas ou quase todas as vertentes da paixão. Começamos a entender melhor. Sejamos todos centristas. E já sabemos assim, que vamos nos FODER! Mas do outro jeito também. Que assim seja. Com cheiros ou não. Na chuva. No carro. Mostrar ou esconder. Objetivo ou Subjetivo. E que assim seja. Aqui ou na Bahia. Que assim seja. Em casa ou apartamento. Que assim seja. De jipe ou fusca. Que assim seja. Sim. Eu ainda acredito ser sempre POSSÍVEL.

Tuesday, October 03, 2006

A minha BR!

Pegar a estrada. Para qualquer lugar e as vezes para lugar algum. Pegar estrada e nada mais. Sozinha ou acompanhada. Mas sim. Pegar a estrada. De bus. De carro. De carroça. Mas sim. Pegar a estrada. Com o dia certo. As vezes não tem volta. Com a música certa então, daí que não volta tão cedo. E com a companhia certa, daí sim, certeza. Não volta nunca mais. Os dias tem sido tão avassaladores. Que apenas pegando a estrada, para conseguir pensar. Ser inconstante na estrada não é de todo mal. Faz bem até. A estrada é a única com o caminho certo. E é certo, porque, simplesmente nesse caminho não existe nem certo e nem errado. É apenas mais um dos inúmeros caminhos que você pode seguir. E é assim que eu faço a minha estrada.