Só Trocadilhos

Apenas uns trocados de palavras!

Saturday, September 30, 2006

Talvez, Mais Feliz!

O dia é longo.

Por que a noite não passa nunca?

Ainda duas e cacetada.

Quando pensei que ela tivesse ido embora.

Ela volta com tudo.

Só para mostrar que ainda existe.

Sua presença.

FORTE.

A malemolencia é uma delicia.

Os desejos juntos dela também.

Trindade, abandonei.

Nunca aprendi tanta história.

E sei hoje, que já fui ébano.

Já fui tupi-guarani.

Já lutei.

Já casei.

Já morri.

Principalmente, já vivi.

Não sei amanhã.

Nem mesmo hoje.

Gilberto.

Francisco.

Solano.

Frida.

Correria.

Choro.

Riso.

E Gozo.

Assim, eu morro.

Wednesday, September 27, 2006

Por essas bandas!

Todo mundo reclama, dizendo que eu moro do outro lado do mundo.. e blá blá blá... isso porque eu não moro no interior nem nada. Só porque moro na outra ponta. É um bairro residencial, você conhece todo mundo. Mesmo morando em prédio, e depois de mudar algumas (várias) vezes, acabei conhecendo mais gente. Já tive vontade de mudar para o outro lado, ou para o meio. Mas por esses tempos percebi o quanto eu gosto de morar aqui.
Hoje eu na maior correria, fazer TCC, aula de inglês, ligar para não sem quem, lavar roupa, fazer almoço (sim sou mulher wallita) e corre dali e corre daqui. Um vuco vuco. O dono da locadora me ligou em casa, e perguntou qual o filme que eu queria reservar para o final de semana. Isso que ele já foi dizendo os que eu gosto. Me deu dica de alguns, separou outros e deixou mais uns dois na lista. E eu pensei PQP! Ninguém da Blockbuster me liga para saber qual filme eu vou querer reservar no final de semana. Não que eu não goste, de ir à locadora, lotada, e disputar o lançamento com mais mil neguinhos, e ver q tem um filme, mas chega na hora só tem a capinha, a caixinha de trás não existe. E você acaba pegando qualquer um ou um repetido só para não sair com as mãos abanando. Mas quando alguém se preocupa em ligar, e oferecer o que você quer, é bem melhor.
Todo mundo aqui me conhece pelo meu nome e não por um número qualquer. Não sou do apt. 61, e nem a que loca o filme, pela carteirinha 025486, nem a que tem horário marcado para fazer as unhas às 14h, ou a que a conta da padoca deu 5,00. Todo mundo me chama pelo meu nome. E eu não sei se eu trocaria isso, por outro lugar que fosse. Gosto tanto daqui! Em alguns meses vou me desprender. E ter que aprender a conviver em outro lugar. Mas, Ces´t la vie.

Saturday, September 23, 2006

Ser Eu!

Sem criatividade. Sem nada. Só comigo. E eu mesma. Sozinha. Sou eu. Sabe? Aquela que você conheceu meio perdida? Então sou eu. A mesma de sempre. Diz uma amiga que sou pior que Plutão que nem é mais planeta. Priorizar? Acho que não. E descobri hoje no café da padaria que é hereditário. Irch! Mas sim, sou eu. Andar de moto com o vento no rosto, em uma noite agradável. Não, eu não uso capacete. Só para viagens longas. Não eu não piloto motos. Eu tentei. Mas não consegui. Mas adoro mesmo assim. E também deve ser hereditário. Aliás, acho que de um tudo é hereditário. Gosto de futebol. Gosto de não dar explicações. Gosto de filmes sem noção. Gosto de história. Gosto de rir. E rir muito. Não gosto de quem me empeça de rir. Gosto de sair, gosto muito de sair. Mas AMO ficar em casa. Às vezes não na minha. Gosto de ser eu sabe? Mesmo com tudo e com nada. Eu gosto de ser eu. Ser eu até parece bem fácil, você acorda, toma um café preto e come alguma coisa, para não desmaiar na rua. Dai você escuta uma música que ama, durante o banho. Depois você sai. Meio sem destino. E fica maravilhada, com uma casa antiga na sua rua, que você nunca havia reparado. Depois você anda para um lugar bem distante, e percebe o quanto é capaz de fazer isso. Depois você pensa coisas sem sentido, do tipo, o que as pessoas estão fazendo nessa mesma hora. E não uma pessoa conhecida. Uma pessoa qualquer. Sabe? Quantas pessoas agora estão gozando? Quantas outras tantas estão nascendo? Quantas outras estão rindo? Quantas outras chorando? Quantas outras morrendo? Quantas outras se apaixonando? Depois disso você almoça em um lugar qualquer que te interesse, de PF ao Japonês, ou natureba ou mac mesmo. Depois você acende um cigarro. Depois você pensa no que precisa fazer. E vai e faz. Depois e durante todo esse percurso você ri. E você ri muito. Ri de tudo. Diz Frejat que quem ri de tudo é desespero. Talvez seja. Talvez não. Desespero por ser feliz. Mesmo quando sabe que tem que ser triste. Mas triste para mim é perda de tempo. Perda de ser feliz. E perder? Perder não sou eu.

Monday, September 11, 2006

Estranho Senso Comum

Tenho um senso comum diferente das outras pessoas. Por esses dias, sei lá por que, eu me lembrei de um. E não sei onde eu escutei esse. Mas tenho certeza que escutei de mais de uma pessoa. E agora que eu pergunto todo mundo nega. Você já ouviu dizer, que quando começamos a encontrar muitas pessoas que não vimos ou falamos há muito tempo, é porque vamos morrer logo? Sim. Você deve estar pensando: quanta besteira. Mas eu juro que aprendi isso do senso comum. E agora todos negam isso. Não sei se por medo ou por não se lembrarem de um dia ter escutado isso também.
Pois bem, eu, nos últimos meses tenho encontrado tanta gente que não via há séculos, que me peguei pensando nesse senso comum. Encontrei ex- namorados, amigos de infância, a sobrinha de uma amiga da minha tia, pessoas que eu nem sequer estudei mas que conhecia de vista. Isso quando eu não sou encontrada ao acaso, como por exemplo, quinta-feira, feriado, eu indo almoçar com dad, quando escuto meu nome, olhei para trás e quase morri, eu não falava com ele, desde, desde, sei lá quando, desde muito tempo, abriu um “sorrisão”, perguntou da minha vida, da família e dos estudos, eu perguntei o mesmo, ainda atônita, ele continuava lindo, um fofo. Estava indo viajar com os pais. Por onde andava a namorada modelo? Não sei, nem perguntei. Nos despedimos. Não sei se vou ligar. Mas só de reencontrar já fiquei bem. E isso nos lugares que eu sempre costumo andar. Acho estranho. Mas, as pessoas para quem eu contei esse acontecimento, não me deram muita credibilidade, ou não quiseram me assustar mais.
Disse para uma amiga nova, dos velhos tempos, que, ou eu estava prestes a bater as botas ou eu conhecia muita gente e sou boa fisionomista. Ela ficou com a segunda opção. Mas eu, cada vez mais, que quero desacreditar disso (no meu estranho senso comum), mais eu encontro pessoas que nunca mais vi e que não pretendo nunca mais ver. Ou não também. Sei lá, ante as possibilidades, eu falo com todos que encontro, vai que é um aviso divino para eu me desculpar, ou esclarecer as coisas. Por precaução é melhor eu falar.